terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A Batalha da Inglaterra

"Hitler sabe que ele terá de nos vencer nesta ilha ou perderá a guerra. Se nós conseguirmos resistir a ele, toda a Europa poderá se libertar e a vida no mundo inteiro poderá progredir para situações mais amplas e ensolaradas. Mas, se fracassarmos, o mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos, incluindo tudo o que conhecemos e que nos é importante, afundará no abismo de uma nova era de trevas, transformada em algo mais sinistro e talvez até mais desesperado, pelas luzes de uma ciência pervertida. Por esse motivo, vamos aceitar nossos deveres e nos preparar para que, se o Império Britânico e a sua Commonwealth conseguirem existir por mais mil anos, os homens continuem afirmando: `Este foi o seu momento de glória'." Winston Churchill (18.6.40)

Com essas palavras, proferidas na Câmara dos Comuns no dia 18 de junho de 1940, Winston Churchill fortaleceu seus cidadãos para a grande provação: a Batalha da Inglaterra. Este capítulo conta a história da tentativa de Hitler de invadir a Inglaterra - a Operação Leão-Marinho. Ele pretendia abrir o caminho para uma invasão marítima arrasando a principalmente o Comando de Caças. Quando o número de suas baixas aumentou consideravelmente, os alemães esqueceram sua meta e passaram a desferir ataques contra Londres e outras cidades, numa operação conhecida comumente como "Blitz". Os alemães reservaram um exército formado por cerca de vinte divisões para essa operação. Pode-se questionar se a frota organizada por eles era adequada para transportar esse exército. A marinha alemã sofrera sérias baixas durante a campanha da Noruega e não estava em condições de escoltar as tropas nem mesmo ao longo do caminho marítimo mais curto que agora sabemos ter sido o escolhido. Obviamente, o desembarque seguro desses soldados dependeria mais da Luftwaffe do que da pequena marinha alemã. Uma vez em terra firme, teriam de enfrentar cerca de 25 divisões, todas em condições bastante boas, mas com uma séria falta de armas modernas, meios de transporte e tanques. Apesar de o seu moral ser bastante elevado, esse exército não era tão experiente e tão bem treinado quanto o alemão. Além disso, o exército estava espalhado de Kent até Cromarty, sem condições de saber o local de desembarque do inimigo. Durante muito tempo, o litoral leste parecia ser o local mais provável. Obviamente, era possível que houvesse diversos desembarques simultâneos. A possibilidade de desembarques por via aérea devia ser levada em consideração, apesar de não existirem condições para que os pára-quedistas conseguissem causar o impacto e a confusão que haviam espalhado pelos Países Baixos.

O Corpo de Voluntários da Defesa Local (que pouco tempo depois passaria a ser chamado de Guarda Doméstica) havia sido criado numa noite de maio e, apesar de armado a princípio com espingardas e até mesmo com lanças antigas, não era de grande valor para a defesa de pontos vulneráveis. Suas fileiras estavam repletas de resolutos veteranos da guerra de 1914-18, que, sem dúvida alguma, teriam apresentado um comportamento valente e corajoso. A Inglaterra e o seu império estavam agora praticamente sozinhos. Além disso, o país não podia empregar todos os seus escassos recursos na defesa das ilhas britânicas, pois havia a necessidade de manter sua posição no exterior, principalmente no Mediterrâneo.

      Mas, se nos faltavam aliados, continuávamos tendo um bom amigo na pessoa do Presidente Roosevelt. Não existia, nessa época, nenhum desejo por parte dos americanos de proclamar: "A Inglaterra está derrotada". Mas o presidente "raspou o fundo dos arsenais americanos" e nos forneceu:

            500.000 rifles
            80.000 metralhadoras
            130.000.000 de conjuntos de mu
            nição
            900 canhões de 75 mm
            100.000.000 de gran
            adas
            Além disso, possuíamos ainda cerca de duzentos tanques.

      O exército britânico se esforçou ao máximo nos seus preparativos contra uma invasão. Oficiais de habilidade comprovada, os generais Sir John Dill e Sir Alan Brooke, mantiveram as posições-chave de chefe do estado-maior imperial e de comandante-em-chefe das forças metropolitanas. Ainda passaria um longo tempo antes que o exército pudesse passar para a ofensiva, mas, como uma garantia de que tempos melhores viriam, os comandos foram formados com a finalidade de desferir ataques contra qualquer lugar entre Narvik e Bayonne. Ninguém precisa duvidar de que, com o estado de espírito reinante em 1940, os ingleses teriam enfrentado uma invasão alemã com uma fúria obstinada. Mesmo assim, foi muito bom que o exército inglês não tivesse de enfrentar a Wehrmacht nos campos de Kent. Keitel e outros elevados oficiais das forças armadas do comando supremo alemão estavam convencidos, após o armistício francês, de que a Inglaterra estava disposta a negociar os termos de paz. Era um indício de quão mal eles conheciam o temperamento do povo britânico. O poder aéreo alemão encontrava-se agora no seu ponto culminante:

            11 grupos de caças de combate = 1 300 Messerschmitt 109s
            2 grupos de caças-bo
            mbardeiros de combate e bombardeio = 180 Messerschmitt 110s
            10 grupos de bombardeiros = 1 350 (Heinkel 111s, Junker 88, Dornier 17s)

            Total 2 830 aviões

      Com equipes treinadas e experientes, que já conheciam o sabor da vitória, a Luftwaffe entrou na Batalha da Inglaterra confiante no seu sucesso. Duas frotas aéreas participaram: a 2.a, comandada pelo Marechal-de-Campo Kesselring (quartel-general: Bruxelas), e a 3.a, comandada pelo Marechal-de-Campo Sperrle (quartel-general: Paris). No dia 2 de julho, o alto comando alemão deu ordens destinadas a abrir o caminho para a invasão da Inglaterra. Duas metas foram determinadas:

            1 ) A interdição do canal da Mancha para a marinha mercante, a ser obtida em conjunção com as forças navais alemãs, através do ataque contra os comboios, a destruição das instalações portuárias e a colocação de minas nas áreas dos portos e nos seus caminhos de acesso.
            2) A destruição da RAF
            .

            Para frustrar esse plano, o Comando de Caças possuía (no dia 8 de agosto) cerca de seiscentos ou setecentos caças, organizados em 55 esquadrões operacionais, incluindo seis de aviões de combate noturno (Blenheims), que não participavam das operações diurnas. A grande maioria dos aviões eram Hurricanes, cerca de um quinto eram Spitfires e havia ainda dois esquadrôes de Defiants. Graças aos esforços de Lorde Beaverbrook, ministro da Produção Aérea, nossa força aérea crescia constantemente, de maneira que em 30 de setembro dispúnhamos de 59 esquadrões (sendo que oito eram de aviões de combate noturno). A Batalha da Inglaterra teve início no dia 10 de julho, quando bombardeiros alemães atacaram comboios mercantes no canal da Mancha. Uma semana mais tarde (16 de julho), Hitler deu suas instruções para a Operação Leão-Marinho. Os preparativos deveriam estar terminados até meados de agosto. Entre eles, estava a nomeação, por parte de Heydrich, do coronel das SS, Professor Six, para o cargo de representante da policia de segurança (Gestapo) na Grã-Bretanha.


No canal da Mancha ocorreram intensos ataques alemães contra comboios mercantes entre os dias 8 e 12 de agosto. Em seguida, o inimigo desviou sua atenção para os campos de pouso dos caças situados no sul e no sudeste. Mas, apesar de causarem muitos danos, não estavam obtendo os resultados desejados. No decorrer dos dez primeiros dias da campanha de agosto, a Luftwaffe teve perdas muito superiores às da RAF, que perdeu apenas 153 aviões. As perdas inglesas consistiam em caças monopostos. O inimigo perdeu muitos bombardeiros, que levavam uma tripulação de cinco pessoas, e também muitos caças bipostos. Nas intensas batalhas do dia 15 de agosto, os alemães perderam um total de 76 . O Spitfire apresentava um desempenho consideravelmente superior ao do Messerschimitt 109, ao passo que o Messershimitt 110l ere mais rápido do que o Spitfire, mas apresentava dificuldades quanto à dirigibilidade. O Hurricane, um aparelho mais lento, estava mostrando o seu valor contra os bombardeiros alemães.


Seria absurdo substimar o valor e a habilidade dos pilotos da Luftwaffe, entre os quais encontravam ases como Galland e Moelders. A verdade é que os pilotos dos caças ingleses conscientes de que a vitória dependia de sua coragem e tenacidade, demontraram ainda mais iniciativa e arrojo do que os seus adversários. Ocorreram muitos casos em que um avião foi atingido e o piloto se salvou saltando de pára-quedas, voltando a lutar com outro avião ainda no mesmo dia. Havia a vantagem do "desempenho em áreas domésticas", pois muitos pilotos da RAF obrigados a abandonar seus aparelhos - mesmo os que caíam no mar -, podiam ser resgatados. O controle organizacional do Comando de Caças, sob as ordens do Vice-Marechal-do-Ar Sir Hugh Dowding, e do 11º Grupo de Caças, sob o comando do Vice-Marechal-do-Ar Park, pouco deixou a desejar.

O desenvolvimento do radar lhes deu uma grande vantagem, no sentido de poder distinguir entre as falsas e verdadeiras ofensivas alemãs, de modo que pudessem empregar seus recursos da melhor maneira possível. Os alemães aumentaram então a proporção de caças em relação aos bombardeiros e, após uma breve apusa, desferiram onze grandes ataques no decorrer dos cinco primeiros dias de setembro. Dessa vez, seus alvos eram as bases aéreas de caças situadas no interior do país e fábricas de aviões. As baixas estavam começando a fazer com que os alemães perdessem de vísta seu verdadeiro objetivo, ou seja, a destruição da RAF. Assim que eles começaram a modificar os seus alvos, foram derrotados, se bem que não se tivesse essa impressão na ocasião.

No dia 7 de setembro, ocorreu o primeiro ataque em massa contra Londres. "Esta", disse Göring, "é a hora histórica em que a nossa força aérea desferiu pela primeira vez seus golpes bem no coração do ìnìmìgo." O ataque foi realizado entre as 5 e 6 horas da tarde. Cerca de 320 bombardeiros, escoltados por mais de seiscentos caças, vieram acompanhando o rio Tâmisa e bombardearam o arsenal de Woolwich, o gasômetro de Beckton, Dockland, a usina elétrica de West Ham, o centro da cidade, Westminster e Kensington. Incêndios enormes foram causados pelo ataque, e a população de Silvertown teve de ser evacuada pelo rio. Às 20h10, mais 250 bombardeiros se aproximaram; o ataque continuou até as 4h30 da madrugada. Entre a população civil houve 430 mortes e cerca de 1 600 pessoas seriamente feridas. A Brigada dos Bombeiros de Londres lutou durante o dia todo para dominar os incêndios. Às 19h30 do dia 8, apareceram duzentos outros bombardeiros, que, guiados pelas chamas, realizaram a Blitz.

Durante 23 dias seguidos, a Luftwaffe manteve essa pressão. Observadores americanos ficaram impressionados com a maneira de os londrinos aceitarem a situação. "É quase inacreditável . . . ", relatou Helen Kirkpatrick, do Daily News de Chicago (9 de setembro), . . . ver como as pessoas estão relativamente calmas após essa terrível experiência. Existe uma certa dose de terror, mas não na escala esperada pelos alemães e certamente não numa escala que faça os ingleses pensarem em qualquer outra coisa a não ser prosseguir com a luta. O medo se mistura a tal ponto com uma raiva profunda e quase incontrolável, que é difícil saber onde termina um sentimento e começa o outro." O número de baixas, apesar de elevado, não chegava a ser tão intenso quanto os discípulos de Douhet esperavam.

      O maior dos ataques diurnos ocorreu no dia 15 de setembro e as intensas lutas travadas entre Londres e o estreito de Dover custaram 56 aparelhos aos alemães. Esse foi o ponto culminante da batalha. O número crescente de baixas estava começando a diminuir a potência da Luftwaffe. Os bombardeiros deixaram de atuar durante o dia por volta de 5 de outubro. Os ataques, executados por caças-bombardeiros (Messerschmitts 110s), com grande escolta, voando a cerca de 3 000 pés de altura e cada um transportando apenas duas bombas, não chegaram a ser muito impressionantes. No final do mês, a Batalha da Inglaterra havia chegado ao fim.




      No dia 12 de outubro, Hitler havia cancela do a Operação Leão-Marinho porque a Luftwaffe fracassara em estabelecer condições para que os alemães ousassem cruzar o canal da Mancha. Essa tentativa havia custado 1.733 aparelhos à Luftwaffe. Foi uma grande vitória britânica; uma das batalhas decisivas da guerra. E não foi facilmente vencida. Apesar de a batalha propriamente dita ter terminado, os bombardeios noturnos continuaram. Londres, Southampton, plymouth, Bristol, Liverpool, Coventry, Birmingham e Exeter foram algumas das cidades que sofreram ataques. Muitos civis morreram, mas os ataques contra as cidades serviram apenas para enfatizar que os alemães não haviam conseguido atingir sua verdadeira meta - a destruição da RAF.




A RAF contra-atacou a região do Ruhr, as refinarias na Alemanha Ocidental e Berlim. A afirmação de Göring segundo a qual jamais um avião inglês apareceria sobre o território do Reich mostrou ser falsa. Os italianos também não escaparam ilesos. No outono, a RAF sobrevoou os Alpes para bombardear Milão e Turim. Não se pode afirmar que os bombardeios executados nessa fase da guerra diminuíram de alguma maneira a sua duração. Os danos relativamente pequenos causados à indústria bélica foram rapidamente reparados de ambos os lados. O moral da população civil não chegou a ser suficientemente afetado, a ponto de causar preocupações ao governo. O governo de Winston Churchill, através do Emergency Powers Act, havia assumido o controle sobre as vidas e posses da população britânica, uma atitude que, por ser mais sutil, não foi menos séria do que o controle férreo exercido por um ditador nazista ou fascista. O ano de 1940, que presenciara o maior triunfo de Hitler, estava chegando ao fim. Já não era mais uma heresia questionar a invencibilidade germânica. É bem verdade que o Senador Burton K. Wheeler declarou no Natal desse ano que os Estados Unidos estavam "prejudicando muito a Grã-Bretanha, incentivando o país a continuar e a lutar até a exaustão. . . Não existia um único oficial mentalmente sadio, disse ele, que acreditasse que a Inglaterra seria capaz de desembarcar tropas em território alemão. "E mesmo que os nossos propagandistas consigam nos envolver na guerra . . . eu duvido que os esforços conjuntos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos possam ser bem sucedidos nesse projeto."

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ecnomo 256 a.C.


parte da primeira das três guerras púnicas, que opuseram Roma e Cartago, envolveu mais de 600 navios, com a vitória da batalha, os romanos passaram a controla as rotas comerciais na parte ocidental do mediterrâneo e puderam avançar sobre a áfrica.

o comércio!

Em toda a história civilizada o homem sempre produziu sua subsistência e posteriormente um excedente, com a finalidade de trocar ou vender. Essa relação demonstra claramente uma negociação comercial, o comércio.

A palavra comércio significa ato de negociar, vender, revender, comprar algo, em síntese são todas as relações de negócios, o comércio é uma relação social que é singular ao homem.

As relações comerciais foram praticadas pelas sociedades mais primitivas apesar de não haver mercadorias propriamente dita e mesmo vivendo da coleta e da caça ainda assim essas realizavam negociações comerciais, a troca, que foi por muito tempo a única forma de realização do comércio.

No decorrer do tempo o homem promoveu uma série de evoluções, dentre essas estavam a criação de mecanismos comerciais para facilitar o fluxo de mercadorias e um melhor entendimento nesse sentido, então foram produzidas as moedas, bancos, as financeiras, bolsas de valores entre outras.

O comércio exerceu uma colaboração muito importante nas sociedades, no desenvolvimento de novas tecnologias, técnicas e principalmente na responsabilidade de implantação de infra-estrutura como estradas, ferrovias, portos, pontes, com a intenção de facilitar o fluxo de mercadorias em nível planetário, até resultar no processo de globalização.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Salamina 480 a,c

A partir desta postagem começarei a reportar as principais batalhas navais da historia, a batalha de Salamina é a mais antiga pois então começarei por ela.

A batalha entre os persas, liderados por Xerxes, e os gregos, sob o comando de temístocles, aconteceu no estreito de salamina e Ática. foi ganha pelos gregos, que tinham cerca de 380 navios contra 720 embarcações persas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Batalha da frança




Em outubro de 1939, o continente europeu entrou em estado de alerta. A tomada do “corredor polonês” pelo exército alemão revelou ao mundo uma Alemanha fortalecida para o confronto armado e disposta a cobrar as perdas e humilhações sofridas na Primeira Guerra Mundial. Os seis meses seguintes a invasão da Polônia passaram-se sem conflitos, enquanto a Alemanha engordava seu contingente de soldados e armamentos e dava os últimos retoques em seus planos de expansão. Esse período sem combates criou a impressão de que havia uma “guerra falsa” na Europa. Depois da invasão da polônia pelos alemães, as grandes potências haviam declarado guerra uma contras outras, mas nenhum dos lados tomou a iniciativa de um ataque significativo. Essa falsa sensação veio por terra em 10 de maio de 1940, quando o exército alemão iniciou sua ofensiva em direção à frança, lançando mão da estratégia com a qual Hitler iria, em pouco tempo, assumir o controle da maior parte da Europa ocidental: a blitzkrieg Nocaute

A facilidade com que a Alemanha submetesse a frança, criou uma única campanha, criou o mito de que os generais franceses teriam desistido da luta e entregado a batalha. Isso porque as forças dos dois lados estavam equilibradas: a Alemanha tinha aeronaves mais modernas e soldados bem treinados, mas os aliados franceses e ingleses contavam com maior número de tanques e de armas de fogo. Em apenas 45 dias, porém, a
frança rendeu-se e a cidade de paris iria se tornar parte do território germânico pelos quatros anos seguintes.


Trecho retirado do Dossiê I da coleção “B
attlefield” da Abril Coleções

sábado, 6 de dezembro de 2008

Invasão da Polônia.


Em 1º de setembro de 1939, as Forças Armadas alemãs deram início a invasão da Polônia, também conhecida como Operação Fall Weiss marcando o início da Segunda Guerra Mundial. A invasão culminaria na dominação completa do país em 6 de outubro do mesmo ano. A operação foi iniciada em resposta a um suposto ataque polones a uma estação de rádio, o que depois foi comprovado como um ardil dos nazistas para justificar a invasão. Durante a operação, em 17 de setembro, a União Soviética, seguindo uma cláusula secreta do Pacto Molotov-Ribbentrop, também declarou guerra a Polônia e deu início a invasão da parte leste do país. Em 3 de setembro, em resposta as hostilidades, França e Reino Unido, seguidos por Canadá, Nova Zelândia e Austrália, entre outros, declararam guerra contra a Alemanha nazista.
A Wehrmacht envolveu suas melhores unidades, engajando 37 divisões de infantaria, uma de montanha, quatro de infantaria motorizada, quatro divisões blindadas leves, seis Panzer, uma brigada de cavalaria e uma variadade de unidades paramilitares. Para a invasão, o Grupo de Exércitos Norte tinha um efetivo 630 mil soldados, enquanto o Grupo de Exércitos Sul tinha 886 mil soldados. Ao todo, as forças alemãs tinham 559 batalhões de infantaria contra 376 da Polônia.
Em artilharia, a Wehrmacht tinha 5805 peças contra 2065 polonesas (sem contar a grande diferença de idade e qualidade). Do lado polonês, haviam aproximadamente 39 divisões mais 16 brigadas, totalizando, aproximadamente, 950 mil soldados. Do lado soviético, a despeito das esparsas fontes, estima-se um total de 800 mil soldados engajados.

Em tanques, eram 2511 Panzer contra 615 tanques poloneses, sem contar, novamente, a qualidade e a metodologia de combate. Dentre esses veículos, os alemães tinham 215 befehlspanzer (veículos de comando, sem torre, equipados com potentes rádios para coordenar as unidades).
Em 1939, uma divisão padrão de infantaria da Wehrmacht tinha:
5375 cavalos
938 veículos motorizados
530 motos
Já uma divisão de infantaria polonesa tinha:
6937 cavalos
76 veículos
As operações começaram aproximadamente ás 4h45min do dia 1º, com o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abrindo fogo contra as guarnições polonesas da Westerplatte, penísula localizada em Danzig, hoje Gdansk. Horas depois, o Grupo de Exércitos Norte e Sul iniciaram a invasão por terra.

Empregando a tática da Guerra Relâmpago com tropas blindadas e mecanizadas, juntamente com inovadoras técnicas de combate e equipamentos modernos, os alemães rapidamente quebraram as linhas defensivas dos poloneses, alcançando o Vístula já em 3 de setembro, e iniciando o cerco à Varsóvia no dia 10. Ao sul, com o Grupo de Exércitos Sul, comandado por Gerd von Rundstedt, no dia 3, as tropas de Reichnau já se encontravam na retaguarda de Cracóvia, e cinco dias depois, tendo percorrido 140 milhas em uma semana, se encontravam a 10km de Varsóvia.

A essa altura, todos os planos de defesa poloneses haviam falhado, basicamente pela mobilização das tropas alemães e pela incapacidade do exércitos polones em recuar estratégicamente, muito por causa do nível de obsolência do seu exército e da mentalidade de seus comandantas, notamente o Chefe das Forças Armadas, General Rydz-Smigly. Os poloneses tinham duas alternativas de defesa; a primeira era espalhar as forças pela fronteira e recuar aos poucos até o Vístula, e ali estabelecer a ultima linha defensiva. A segunda era já estabelecer a linha no rio Vístula, sem recuos estratégicos. O General Rydz-Smigly, querendo dar proteção à totalidade do território nacional, optou pela primeira opção e estendeu, ao longo das fronteiras, 7 divisões, denominadas exércitos. Essas forças foram rapidamente cercadas, e à despeito do contra-ataque do rio Bzura, nenhuma delas esboçou reação expressiva ou comprometeu de alguma forma a invasão como um todo.
Ainda que algum plano defensivo lograsse sucesso, ele falharia em se proteger da inesperada invasão russa pelo leste. No cômputo geral, a invasão foi um teste e uma importante lição para os alemães, que ali testaram suas forças, assimilaram os resultados e corrigiram os erros. Entre outubro de 1939 e maio de 1940, as Forças Armadas Alemãs passaram por uma reformulação completa, que tornaria ainda mais eficiente a Blitzkrieg. Aos poloneses, restou resistir nos cercos nas cidades, até a capitulação. O governo Polônes, juntamente com a sua Marinha, se exilou na Inglaterra. Muitas tropas fugiram para a Lituânia e França e a maioria foi para a então neutra Romênia.

Winston Churchill






Sir Winston Leonard Spencer Churchill (30 de Novembro de 1874, Woodstock, Oxfordshire — 24 de Janeiro de 1965, Londres) foi um estadista britânico, escritor, jornalista, orador e historiador, famoso principalmente por ser o primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.

Era filho de Lorde Randolph Churchill e da norte-americana Jennie Jerome, sendo neto do sétimo Duque de Marlborough.


Depois de algumas novelescas aventuras (incluindo sua participação nas Guerras dos Bôeres) foi jornalista e acabou dedicando-se à política. Durante a Primeira Guerra Mundial foi o Primeiro Lord do Almirantado, e portanto principal responsável do desastre do desembarque de Gallipoli em Dardanelos (face às tropas de Atatürk).


No período entre guerras se dedicou fundamentalmente à redação de diversos tratados. Notabilizou-se neste período por uma violenta crítica ao nazismo alemão dentro da Câmara dos Comuns, rogando diversas vezes ao governo britânico que fossem investidos recursos na militarização, prevendo um possível ataque alemão num futuro próximo e temendo que a Inglaterra não estivesse preparada para resistir. Na ocasião Churchill foi acusado de belicista, mas muitos estudiosos entendem que o acerto desta previsão foi uma das principais razões que levaram Churchill a ser eleito Primeiro-Ministro 9 meses após a invasão da Polônia por Hitler em setembro de 1939 e consequente Declaração de Guerra à Alemanha pela Inglaterra em função do tratado de defesa mútua assinado com a Polonia.


Em 10 de maio de 1940, Churchill chegou ao cargo de Primeiro-Ministro britânico, contando 65 anos de idade. Seus discursos memoráveis, conclamando o povo britânico à resistência e sua crescente aproximação com o então presidente americano Franklin Delano Roosevelt, visando a que os Estados Unidos da América ingressassem definitivamente na guerra, foram essenciais para o êxito dos aliados. O exemplo de Churchill e sua incendiária oratória permitiram-lhe manter a coesão espiritual do povo britânico nas horas de prova suprema que significaram os bombardeios sistemáticos da Alemanha sobre Londres e outras cidades do Reino Unido.

Winston Churchill, em Downing Street, exibindo o "V" de vitória.

Apesar da vitória na Segunda Guerra em 1945, os conservadores de Churchill perderam as eleições para os trabalhistas, liderados por Clement Atlee, deixando assim o cargo de Primeiro-Ministro. Em 1951 em razão de vitória por ampla maioria dos conservadores nas eleições daquele ano, Churchill voltou ao cargo de Primeiro-Ministro; tinha então 76 anos de idade.

Em 1953, Churchill recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por suas memórias de guerra (cinco volumes, também disponível nas livrarias em versão condensada, em volume único) e seu trabalho literário e jornalístico, anterior aos tempos de Premier. Na ocasião, ele foi saudado como o maior dos ingleses vivo. Foi o primeiro a cunhar o termo "cortina de ferro" para ilustrar a separação entre a Europa comunista e a ocidental.

Em primeiro de março de 1955, Churchill proferiu seu último discurso na Câmara dos Comuns como Chefe de Governo, intitulado “Jamais Desesperar” anunciando a sua renúncia ao mandato de Primeiro-Ministro, não sem antes alertar o mundo, mais uma vez, para o risco de guerra nuclear. Depois, continuou na Câmara dos Comuns até pouco tempo antes de falecer. Nos últimos anos de vida parlamentar, teve atuação discreta, proferindo discursos apenas ocasionalmente.


Em 21 de junho de 1955 foi inaugurada pela prefeitura de Londres a estátua de Churchill com a presença dele próprio. Em 1963, aos 88 anos, foi homenageado com o título de Cidadão Honorário dos Estados Unidos pelo então presidente John Kennedy. Não podendo receber a homenagem em Washington em razão de estado de saúde precário, foi representado pelo seu filho Randolph.